Por Graciano Caseiro
Sou
filho de campo grande,
E das
mata, o pássaro canta
Trabalho na roça, divulgando o produtor,
Trabalho na roça, divulgando o produtor,
E
o Agricultor Orgânico do Rio da Prata.
De
inverno a minha choupana é tapada de barro
E o chão de terra e mato misturado com palha.
E o chão de terra e mato misturado com palha.
Sou
poeta das matas, de algum lugar,
Que
vive vagando, com sua viola,
Cantando, pachola, à procura da moda.
Cantando, pachola, à procura da moda.
Não
tenho sabedoria, pois nunca estudei,
Apenas eu sei o meu nome para assinar.
Apenas eu sei o meu nome para assinar.
Meu pai, coitadinho! Vivia sem cobre,
E o filho do pobre não pode estudar.
Meu
verso arrasta singelo e sem graça,
Não entra na praça, no vasto campo grande,
Meu verso só entra no campo da roça e dos entornos,
Não entra na praça, no vasto campo grande,
Meu verso só entra no campo da roça e dos entornos,
E
às vezes, recordando feliz mocidade,
Canto uma saudade que mora em meu peito.
Canto uma saudade que mora em meu peito.

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