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quarta-feira, 5 de março de 2014

VERSO QUE ARRASTA SINGELO

Por Graciano Caseiro

Sou filho de campo grande,
E das mata, o pássaro canta
Trabalho na roça, divulgando o produtor,
E o Agricultor Orgânico do Rio da Prata.

De inverno a minha choupana é tapada de barro
E o chão de terra e mato misturado com palha.

Sou poeta das matas, de algum lugar,
Que vive vagando, com sua viola,
Cantando, pachola, à procura da moda.

Não tenho sabedoria, pois nunca estudei,
Apenas eu sei o meu nome para assinar.

Meu pai, coitadinho! Vivia sem cobre,
E o filho do pobre não pode estudar.

Meu verso arrasta singelo e sem graça,
Não entra na praça, no vasto campo grande,
Meu verso só entra no campo da roça e dos entornos,
E às vezes, recordando feliz mocidade,
Canto uma saudade que mora em meu peito.


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